Pular para o conteúdo
28/07/2026, 10:07

Goiás registra aumento de feminicídios enquanto país apresenta queda nos casos

Levantamentos nacionais apontam crescimento dos feminicídios e das tentativas de assassinato de mulheres por razões de gênero no estado, em contraste com a redução verificada no cenário nacional.
Goiás registra aumento de feminicídios enquanto país apresenta queda nos casos
Foto: Divulgação / Gonews
Versão em áudio
0:00 / 0:00

Os números chamam a atenção em Goiás, enquanto o Brasil registrou redução de 2,5% nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2026, o estado apresentou um cenário oposto, com avanço da violência contra a mulher. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 e do Monitor Nacional da Violência contra a Mulher indicam aumento tanto dos feminicídios consumados quanto das tentativas no estado. Em 2025, Goiás contabilizou 59 feminicídios, contra 56 no ano anterior, um crescimento de 5,4%, o que representa, em média, uma mulher assassinada por razões de gênero a cada 6,2 dias.

As tentativas de feminicídio também cresceram de forma significativa. Foram 214 ocorrências em 2025, frente às 188 registradas em 2024, alta de 13,8%. Em comparação com 2021, quando houve 144 registros, o aumento chega a 48,6%. Já os dados mais recentes do Monitor Nacional mostram que, entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026, Goiás passou de 22 para 47 feminicídios, crescimento de 113,6%, enquanto o país apresentou redução nos registros. Embora o número total de homicídios de mulheres tenha diminuído de 121 para 102 casos entre 2024 e 2025, especialistas destacam que aumentou a proporção de mortes motivadas por violência de gênero.

De acordo com estudiosos da área, o feminicídio costuma ser o desfecho de um ciclo prolongado de violência, marcado por comportamentos de controle, manipulação e agressões que se intensificam ao longo do tempo. Segundo especialistas, é comum que o agressor não demonstre inicialmente seu comportamento violento, conquistando a confiança da vítima antes de iniciar práticas abusivas que, muitas vezes, passam despercebidas ou são naturalizadas dentro do relacionamento.

Os levantamentos reforçam a importância da prevenção, do fortalecimento das redes de proteção e da denúncia dos primeiros sinais de violência. Especialistas alertam que identificar comportamentos abusivos ainda no início da relação pode ser decisivo para interromper o ciclo de agressões e evitar que os casos evoluam para situações extremas, como o feminicídio. (Da redação GON/Edição: Júlio César)

Publicidade Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *