Uma mulher da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi condenada a mais de 10 anos de prisão pela morte da filha, Macy Grace Ditty, de dois anos. Jeanie Ditty foi considerada culpada pelo homicídio em primeiro grau da criança, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira pela Conferência de Procuradores da Carolina do Norte. O caso teve início em 2 de dezembro de 2015, quando Jeanie levou a menina ao Cape Fear Valley Regional Medical Center, onde os médicos constataram sinais de grave abuso físico.
A equipe médica identificou danos cerebrais irreversíveis e manteve Macy em aparelhos de suporte à vida durante dois dias. A medida permitiu que o pai da criança, que era militar e estava servindo no exterior, retornasse para se despedir da filha. Os aparelhos foram desligados dois dias depois, e Macy morreu, apenas dez dias antes de completar três anos. Em março de 2016, Jeanie foi acusada pela morte da menina juntamente com o então namorado, Zachary Keefer, em um processo que também envolvia acusações de abuso infantil e negligência.
Após a morte da filha, Jeanie procurou um estúdio de fotografia e, cerca de um mês depois, realizou uma sessão em que imagens de Macy foram inseridas digitalmente nas fotografias. Nas montagens, a criança aparece representada como um anjo ao lado da mãe, inclusive em cenas no cemitério e diante do túmulo. O fotógrafo responsável pelo trabalho relatou posteriormente que havia aceitado realizar as imagens por acreditar que estava diante de uma mãe enfrentando o luto e que a sessão poderia ajudá-la a lidar com a perda. Segundo relatos divulgados pela imprensa americana, ele chegou a abrir mão da cobrança pelo serviço.
A condenação encerra uma longa trajetória judicial relacionada à morte da criança, ocorrida após os graves ferimentos identificados pelos médicos. A decisão considerou Jeanie culpada pelo homicídio em primeiro grau, enquanto o caso também envolveu acusações contra Zachary Keefer. A história voltou a repercutir nos Estados Unidos devido à combinação entre a morte da menina, as circunstâncias investigadas pelas autoridades e a posterior produção das fotografias que retrataram Macy de forma simbólica após sua morte. (Da redação GON/Edição: Júlio César)