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28/07/2026, 20:28

Ronaldo Caiado condena discurso de Javier Milei em convenção do PL e defende respeito à soberania brasileira

Pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, o ex-governador de Goiás afirmou que a participação do presidente argentino no evento político representou uma interferência inadequada no processo eleitoral brasileiro. Caiado também criticou a condução da política externa e o ambiente de polarização no país.
Ronaldo Caiado condena discurso de Javier Milei em convenção do PL e defende respeito à soberania brasileira
Foto: Divulgação / Gonews
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O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou nesta terça-feira (28) a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção nacional do PL, realizada em São Paulo para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Para Caiado, o pronunciamento do líder argentino extrapolou os limites da diplomacia e representou uma interferência indevida no processo político brasileiro. O ex-governador de Goiás classificou a postura como um “escândalo” e afirmou que o Brasil deve preservar sua soberania e suas instituições.

Durante o evento, Milei fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em resposta, Caiado declarou que esse tipo de manifestação não contribui para o debate democrático e reforçou que divergências políticas não justificam ofensas ou ingerência de autoridades estrangeiras em assuntos internos do Brasil. Segundo ele, a condução da política nacional deve ocorrer com equilíbrio, respeito institucional e responsabilidade.

Caiado também aproveitou para criticar o cenário de polarização política e a condução das relações internacionais pelo governo federal. Na avaliação do pré-candidato, tanto provocações entre lideranças políticas quanto conflitos diplomáticos desviam a atenção dos principais desafios enfrentados pela população brasileira. Ele defendeu o fortalecimento do papel institucional do Itamaraty e afirmou que o país precisa retomar uma política externa baseada no diálogo, no respeito entre as nações e na defesa dos interesses nacionais. (Da redação GON/Edição: Júlio César/Crédito: Wesley Costa (Secom Goiás)

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