A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e amplamente conhecida por integrar medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e contemplam os produtos Orsema (Ranbaxy), Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Pharma), Semavy (Cosmed) e Zempneo (Brainfarma).
Segundo a Anvisa, os novos medicamentos foram avaliados por comparação com o produto de referência Ozempic e são indicados para adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença. A agência informou que os produtos poderão ser utilizados como complemento à alimentação equilibrada e à prática de exercícios físicos, especialmente em situações nas quais o uso da metformina seja contraindicado ou não seja tolerado pelo paciente. As apresentações aprovadas são soluções injetáveis para aplicação subcutânea, comercializadas com caneta aplicadora e agulhas.
Os registros foram concedidos por meio da modalidade de desenvolvimento abreviado, procedimento regulatório destinado a medicamentos que utilizam princípios ativos já conhecidos, desde que sejam comprovadas sua qualidade, segurança e eficácia. A Anvisa destacou que a avaliação envolve estudos clínicos, análise técnica da documentação e inspeções nas linhas de produção. A ampliação do número de registros ocorre após a agência priorizar, desde 2025, a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, em atendimento à demanda do Ministério da Saúde e à necessidade de ampliar o abastecimento do mercado nacional.
De acordo com a agência reguladora, o crescimento dos pedidos de registro está relacionado ao avanço no desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio GLP-1 e ao vencimento de patentes de alguns medicamentos nos últimos anos. A Anvisa também informou que mantém um plano para acelerar a análise de novos medicamentos e reduzir o tempo de avaliação dos processos, o que tem contribuído para ampliar a oferta de alternativas terapêuticas destinadas ao tratamento do diabetes tipo 2.(Da redação GON/Edição: Júlio César/Imagem gerada pela IA Gemini)