A Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de dois dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante a prática de rope jump em Limeira, no interior paulista.
A decisão envolve Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 41. O terceiro investigado, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, não foi incluído no pedido, já que sua defesa não solicitou a concessão da liberdade.
Ao analisar o caso, o Tribunal de Justiça entendeu que ainda é necessária uma avaliação mais detalhada das circunstâncias da investigação antes de decidir sobre a revogação das prisões preventivas. O relator do processo, desembargador Mazina Martins, destacou que é importante ouvir previamente as informações do juízo responsável pelo caso para que haja uma compreensão mais ampla dos fatos.
Na solicitação, os advogados de Luis Felipe e Maicon alegaram suposta ilegalidade na decisão que determinou a prisão preventiva dos instrutores. No entanto, o magistrado considerou que os argumentos apresentados precisam ser analisados em conjunto com outros elementos da investigação.
O caso gerou grande repercussão após a morte da jovem durante a atividade de aventura. As investigações buscam esclarecer as responsabilidades dos envolvidos e as circunstâncias que levaram à falha no procedimento de segurança que resultou na tragédia. (Da redação GON/Edição: JúlioCésar)