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31/07/2026, 10:16

Julho Turquesa termina, mas especialista reforça alerta sobre o avanço da Síndrome do Olho Seco

Encerrada nesta sexta-feira (31), a campanha Julho Turquesa chama a atenção para uma doença que pode atingir até um em cada quatro brasileiros. Oftalmologistas destacam que o uso prolongado de celulares, computadores e tablets, aliado a outros fatores ambientais, tem contribuído para o crescimento dos casos da Síndrome do Olho Seco.
Julho Turquesa termina, mas especialista reforça alerta sobre o avanço da Síndrome do Olho Seco
Foto: Divulgação / Gonews
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A campanha Julho Turquesa chega ao fim nesta sexta-feira (31), mas o alerta para os cuidados com a saúde ocular permanece. A Síndrome do Olho Seco, antes associada principalmente ao envelhecimento, tem atingido pessoas de diferentes idades, impulsionada principalmente pelo uso intenso de dispositivos eletrônicos. Especialistas explicam que permanecer longos períodos diante de telas reduz a frequência do piscar, comprometendo a lubrificação natural dos olhos e favorecendo o ressecamento da superfície ocular.

Entre os principais sintomas da doença estão ardência, vermelhidão, coceira, sensação de areia nos olhos, sensibilidade à luz e visão embaçada. De acordo com a oftalmologista Karime Iwamoto, do Instituto Panamericano da Visão (IPVisão), muitos pacientes acreditam que a alteração na visão está relacionada apenas ao grau dos óculos, quando, na verdade, pode ser consequência do ressecamento ocular. Em alguns casos, o excesso de lacrimejamento também pode ser um sinal da doença, já que a lágrima produzida não possui qualidade suficiente para proteger adequadamente os olhos.

Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) indicam que cerca de 90% das pessoas que permanecem mais de três horas diárias em frente às telas apresentam algum sintoma relacionado ao esforço visual ou à superfície ocular. Estimativas apontam que entre 13% e 24% dos brasileiros convivem com a Síndrome do Olho Seco. Além do uso excessivo de equipamentos eletrônicos, fatores como ar-condicionado, baixa umidade, poluição, uso prolongado de lentes de contato, alguns medicamentos e doenças como o diabetes também aumentam o risco de desenvolver o problema.

Especialistas ressaltam que crianças e adolescentes também merecem atenção, já que muitas vezes não conseguem identificar ou relatar o desconforto provocado pela doença. Pausas regulares durante o uso de telas, estímulo ao piscar voluntário, hidratação adequada e evitar a exposição direta ao ar-condicionado estão entre as principais medidas preventivas. O diagnóstico deve ser realizado por um oftalmologista, que poderá indicar o tratamento mais adequado para cada caso. A recomendação é realizar consultas oftalmológicas periódicas, tanto para prevenir complicações quanto para identificar precocemente outras doenças oculares que podem evoluir sem apresentar sintomas iniciais. (Da redação/Colaboração: Rosany Rodrigues da Cunha)

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