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22/06/2026, 13:50

População rejeita criação da Rota Verde e questiona cobrança de pedágio eletrônico entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara

Sistema de fiscalização eletrônica na BR-060, com sete pórticos no modelo free flow, gera críticas de motoristas, que apontam insatisfação com a cobrança em um trecho considerado de boa conservação viária e levantam questionamentos sobre a atuação do governo estadual.
População rejeita criação da Rota Verde e questiona cobrança de pedágio eletrônico entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara
Foto: Divulgação / Gonews
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A viagem entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara pela BR-060, administrada pela concessionária Rota Verde Goiás, passou a contar com o sistema de pedágio eletrônico (free flow), composto por sete pórticos de fiscalização distribuídos ao longo do trajeto em desde de 28 de abril de 2025. O modelo permite a cobrança automática sem praças físicas, registrando a passagem dos veículos conforme os trechos percorridos.

As tarifas variam de acordo com cada pórtico e a categoria do veículo. Para automóveis de passeio (dois eixos), os valores vão de R$ 3,90 a R$ 12,00 por ponto de cobrança. No total da viagem completa, o custo estimado para carros pequenos fica entre R$ 22,00 e R$ 25,00. Motocicletas são isentas da cobrança, enquanto veículos de maior porte pagam valores proporcionais ao número de eixos, resultando em tarifas mais elevadas para caminhões e ônibus.

Automóveis, caminhonetes e furgões (2 eixos): R$ 3,90 e R$ 12
Caminhões leves, ônibus e caminhão (2 eixos): R$ 7,80 e R$ 24
Auto e caminhonetes com semirreboque (3 eixos) R$ 5,85 e R$ 18
Caminhões, ônibus e veículos de carga (3 eixos):R$ 11,70 e R$ 36
Veículos de carga (4 eixos): entre R$ 15,60 e R$ 48
Veículos de carga (5 eixos): entre R$ 19,50 e R$ 60
Veículos de carga (6 eixos): entre R$ 23,40 e R$ 72
Veículos de carga (7 eixos): entre R$ 27,30 e R$ 84
Veículos de carga (8 eixos): entre R$ 31,20 e R$ 96
Motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas: isentas

Apesar da implantação do sistema, motoristas e moradores da região relatam insatisfação com a medida. As principais críticas estão relacionadas ao fato de que a rodovia, segundo usuários frequentes, sempre apresentou boas condições de conservação e trafegabilidade, o que levanta questionamentos sobre a necessidade da nova cobrança. Também há críticas direcionadas ao contrato com o governo estadual, com parte dos condutores se perguntando por qual motivo na concessão do serviço à iniciativa privada.

“Moro em Acreúna há mais de 30 anos, faço essa trajetória todos os dias, e falo com propriedade, não precisava desta empresa para dar manutenção, pois entendo que isso já pagamos pelo alto valor do IPVA dos nossos veículos, desabafou o vendedor de veículos e produtos agrícolas, Clayton Dias.” (Da redação GON/Edição: Júlio César/Fonte: ANNTT)

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