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02/07/2026, 12:41

Pesquisa aponta impacto de atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Levantamento Atlas/Bloomberg indica que a maioria dos eleitores acredita que o conflito público entre os dois prejudica a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, embora o senador mantenha vantagem entre os eleitores bolsonaristas.
Pesquisa aponta impacto de atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial
Foto: Divulgação / Gonews
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Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2) mostra que o embate público entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve repercussão entre o eleitorado. Segundo o levantamento, 37,8% dos entrevistados avaliam que o episódio enfraquece significativamente a pré-candidatura de Flávio à Presidência da República, enquanto 26,3% entendem que o desgaste é moderado. Por outro lado, uma parcela menor considera que a situação fortalece o senador, e 22,4% afirmam que o caso não interfere na disputa eleitoral.

A pesquisa também revela que o vídeo divulgado por Michelle alcançou grande repercussão, com 78% dos entrevistados afirmando que tiveram acesso ao conteúdo. Entre aqueles que assistiram à gravação, a maior parte declarou concordar mais com a posição da ex-primeira-dama do que com a do senador. Além disso, a maioria dos participantes disse acreditar nas declarações de Michelle, que relatou ter sido desrespeitada durante uma conversa com Flávio sobre decisões internas do partido.

Apesar da repercussão do conflito, Flávio Bolsonaro continua liderando a preferência entre os eleitores que apoiaram Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 para representar o grupo político na sucessão presidencial. O senador também aparece à frente de outros nomes apontados como possíveis lideranças da direita, enquanto a pesquisa indica que parte do eleitorado considera importante o apoio de Michelle à campanha. O levantamento ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, possui margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. (Da redação GON/Edição: Júlio César)

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