As novas regras aprovadas pelos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para combater a demora durante as partidas já apresentaram resultados no primeiro fim de semana de aplicação. Nos nove primeiros jogos da 23ª rodada da Série A, realizados no sábado (16/8) e domingo (17/8), o tempo médio de bola rolando passou de 52 minutos e 54 segundos para 55 minutos e 29 segundos, um aumento de aproximadamente 5%. O índice já supera as médias registradas em grandes ligas europeias, como Inglaterra, Espanha e Itália.
Entre as principais mudanças está a regra aplicada quando um goleiro precisa receber atendimento médico em campo. Nessa situação, a equipe deverá indicar um jogador de linha para permanecer fora da partida durante um minuto. No confronto entre Vasco e Santos, Neymar foi obrigado a deixar o gramado temporariamente depois que o goleiro Gabriel Brazão recebeu atendimento. Também foram estabelecidos limites para outras situações: cinco segundos para a cobrança de tiro de meta e dez segundos para que um atleta substituído deixe o campo.
Segundo Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF, os primeiros resultados são positivos, embora ainda seja cedo para avaliar o impacto definitivo das medidas. A intenção é tornar as partidas mais dinâmicas e aumentar o tempo efetivamente jogado, aproximando o futebol brasileiro da meta de 60 minutos de bola rolando estabelecida pela Fifa. A rodada da Série A será encerrada nesta segunda-feira (17), com o duelo entre Internacional e Remo, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Além das medidas contra a demora nas partidas, o futebol brasileiro passou a adotar a chamada “Lei Vini Jr.”, que prevê cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca durante discussões em campo. A regra já foi aplicada no duelo entre Vitória e Botafogo, quando Arthur Cabral foi expulso após o apito final. Na Série B, as novas normas começam a valer nesta terça-feira (18), no confronto entre Londrina e Atlético-GO. As medidas também serão adotadas na Copa do Brasil masculina e feminina e na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. (Da redação GON/Edição: Júlio César)