A viagem pela BR-060, entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, passou a contar, desde 28 de abril de 2025, com o sistema de pedágio eletrônico free flow, administrado pela concessionária Rota Verde Goiás. O modelo utiliza sete pórticos de fiscalização distribuídos ao longo da rodovia, permitindo a cobrança automática sem a necessidade de praças físicas de pedágio. Para automóveis de passeio, as tarifas variam entre R$ 3,90 e R$ 12,00 por ponto de cobrança, e o custo estimado para percorrer todo o trecho fica entre R$ 22,00 e R$ 25,00. Motocicletas permanecem isentas, enquanto caminhões, ônibus e demais veículos de carga pagam valores proporcionais ao número de eixos.
A implantação do novo sistema, no entanto, tem provocado insatisfação entre usuários frequentes da rodovia. Muitos motoristas afirmam que a BR-060 já apresentava boas condições de conservação antes da concessão e questionam a necessidade da cobrança, além dos termos do contrato firmado para a administração da via pela iniciativa privada. As críticas também se concentram no impacto financeiro para quem utiliza a rodovia diariamente por motivos profissionais ou pessoais.
Moradora de Rio Verde, Helena Maria afirma que utiliza a rodovia até três vezes por semana para se deslocar a Goiânia e considera a cobrança injusta. “Vou até três dias por semana para Goiânia. Acho um absurdo ter que pagar pedágio, porque já pago IPVA e não deveria pagar por isso”, desabafou. A cobrança tem gerado debates entre usuários da BR-060, que defendem maior transparência sobre os investimentos previstos na concessão e a relação entre os serviços prestados e os valores cobrados dos motoristas. (Da redação GON/Edição: Júlio César)