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10/07/2026, 09:21

Polêmica? Deputado propõe convocação exclusiva de atletas que jogam apenas no Brasil

Projeto apresentado por Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) reacende debate sobre o futuro do futebol brasileiro após a eliminação na Copa do Mundo de 2026 e também prevê restrições à publicidade de apostas no esporte.
Polêmica? Deputado propõe convocação exclusiva de atletas que jogam apenas no Brasil
Foto: Divulgação / Gonews
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A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 motivou uma nova proposta no Congresso Nacional. O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou um projeto de lei que determina que apenas jogadores atuando em clubes brasileiros possam ser convocados para defender o país em competições internacionais. O texto também estabelece que o treinador e todos os integrantes da comissão técnica sejam brasileiros e exerçam suas atividades profissionais no futebol nacional. A medida atingiria as seleções masculina e feminina, tanto na categoria principal quanto nas divisões de base.

Ao justificar a proposta, Hauly argumenta que a valorização dos atletas e profissionais que trabalham no Brasil fortaleceria os clubes nacionais e aumentaria a competitividade do futebol brasileiro. O parlamentar lembra que os cinco títulos mundiais conquistados pela Seleção ocorreram em períodos nos quais a maior parte dos convocados atuava no país. Na campanha de 2026, comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, apenas sete dos 26 jogadores convocados defendiam equipes brasileiras, cenário que, na avaliação do deputado, evidencia a necessidade de mudanças.

Além das regras para convocações, o projeto inclui a proibição de publicidade de empresas de apostas esportivas por clubes, federações e entidades ligadas ao futebol. Hauly afirma que pretende ampliar o debate sobre a influência das chamadas “bets” no esporte, citando investigações e casos envolvendo atletas. Embora a proposta já tenha sido protocolada na Câmara dos Deputados, ela ainda aguarda despacho da Mesa Diretora para iniciar sua tramitação nas comissões da Casa. (Da redação GON/Edição: Júlio César/Crédito: Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados)

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