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Política

Vereadores de Goiânia questionam por atraso no pagamento de emendas

Tudo aconteceu após entrevista do presidente da Câmara a imprensa. A situação motivou debates internos argumentando que a demora na execução das emendas compromete o planejamento de projetos.

A Câmara Municipal de Goiânia intensificou, neste início de 2026, cobranças à Prefeitura da capital pelo atraso no pagamento e na execução de emendas impositivas dos vereadores, gerando atritos entre os dois poderes municipais. O presidente da Casa de Leis, vereador Romário Policarpo (PRD), afirmou em entrevista à imprensa que o ritmo de pagamento das emendas está “extremamente lento”, o que tem causado “muito desconforto” entre os parlamentares e pressionado a gestão municipal a cumprir os compromissos firmados no orçamento. Segundo ele, apesar da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da revisão das receitas pelo Executivo, muitos recursos ainda não foram executados conforme previsto pelos parlamentares.

O presidente da Legislativo Municipal ressaltou ainda que parte do impasse surgiu quando a Câmara identificou o subdimensionamento das receitas previstas pela Prefeitura no projeto da LOA de 2026, o que levou ao ajuste no valor estimado de arrecadação antes da votação final da matéria. Ele destacou que a correção desse quadro foi decisiva para destravar a tramitação dos projetos, mas lamentou a lentidão na liberação dos recursos das emendas.

No orçamento municipal para 2026, os vereadores destinaram R$ 185 milhões em emendas impositivas, montante que cada parlamentar pode indicar para aplicação em áreas específicas da cidade. Apesar de aumento recente no volume de recursos destinados diretamente ao Paço Municipal, uma parcela significativa ainda está concentrada em entidades e associações, com apenas cerca de 11,7% do total vinculado diretamente à administração municipal.

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A situação motivou debates internos no Legislativo, com parlamentares argumentando que a demora na execução das emendas compromete o planejamento de projetos em suas bases eleitorais e reduz a capacidade de atendimento de demandas sociais e comunitárias. A postura do presidente da Câmara sinaliza um endurecimento da Casa em acompanhar de perto a aplicação dos recursos públicos e a necessidade de respostas mais claras da Prefeitura sobre datas e critérios de liberação.

A administração municipal, por sua vez, reconheceu que houve colaboração com o Legislativo ao longo de 2025, mas ainda não houve posicionamento público formal sobre as críticas mais recentes sobre o ritmo de pagamento das emendas. A disputa entre vereadores e Executivo traz à tona um desafio comum nas capitais brasileiras: equilibrar a autonomia parlamentar para propor emendas com a capacidade administrativa da gestão para cumprir esses compromissos em tempo hábil, especialmente em um contexto de receitas orçamentárias ajustadas e prioridades concorrentes na cidade. (Da redação GON/Edição: Júlio César)

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