Saúde
Calamidade nas UTIs em Goiânia expõe novamente crise na gestão municipal.
Mortes em fila por UTI expõem falhas na saúde pública. Cidadãos estão perdendo a vida à espera de vagas em UTIs de Goiânia.
Três pacientes em Goiânia morreram enquanto aguardavam transferência para leitos de UTI, mesmo após decisões judiciais que determinavam atendimento imediato. Os casos, registrados e divulgados na imprensa na última semana, envolveram um idoso com múltiplas complicações, uma mulher com dengue hemorrágica e uma vendedora autônoma com condições graves não especificadas, destacando as dificuldades de acesso a serviços de alta complexidade em situações críticas na rede municipal de saúde.
Devido esta calamidade nas UTI’s na cidade de Goiânia, o prefeito eleito Sandro Mabel (UB), acompanhado do secretário da fazenda municipal Valdivino de Oliveira, vereadores, jurídico e grupo de transição, se reuniram, na manhã do último domingo, (24/11), com o secretário estadual de Saúde, Rasivel dos Reis para discutirem a falta de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em Goiânia. Referente aos leitos de UTIs disponibilizados pela rede municipal, para neonatal, pediátrica e adulto, na tarde deste domingo, dos 198 leitos oferecidos, 167 estavam ocupados e apenas 31 estavam desocupados.
Apesar das várias tentativas das famílias junto ao Ministério Público e decisões e multas pesadas pelo descumprimento das ordens judiciais, os sistemas estadual e municipal não conseguiram resolver os problemas. Os gestores apontaram limitações como alta ocupação de leitos, problemas operacionais e burocracia no processo de regulação.
Na sua conta digital no Instagram Sandro Mabel afirmou que, a partir de janeiro, os pagamentos serão realizados para todos os parceiros e prestadores da saúde. “Saúde é prioridade. Vamos conversar com os prestadores para que os atendimentos sejam retomados. Meu compromisso desde a campanha foi de cuidar da saúde e vou cumprir”, afirmou. (Da redação GON /Edição: Júlio César)
